Benjamin Teixeira
pelo espírito
Roberto.

Meu amiguinho:

Tudo bem?
Você ‘tá achando a vida um saco, n’é?
Eu também: um saco cheio de otários – como você, que não percebem que a vida é um saco só p’ra quem não tem senso e se coloca como vítima, em vez de ser resolutivo e tratar de fazer a própria felicidade.

Ah… você me diz que não é bem assim, que você não teve sorte… que você não teve aquele pistolão… aquela mulher especial… blá-blá-blá! Blá-blá-blá e coisa e tal…
Qual é, mané?! Vê se se toca! Não percebe o vacilo que dá com esse papo furado? Não já deu uma olhadinha que seja na vida dos bem-sucedidos? Está cheia de reveses. Quem vence vive intensamente. Não reclama: faz. ‘Tá querendo fazer volume no lado dos babacas que só reclamam e não fazem nada?

Ó… você me fala de tédio… de desânimo… Tente colocar num drama na sua falinha ridícula e vai notar quão patética é sua postura, como folhetim de baixo nível, “a la” novelas mexicanas (que nos perdoem os “hermanos” do Norte).

Você come, veste e tem onde dormir, pode trabalhar, estudar e cuidar de quem ama? Então se cale, seu ingrato blasfemo, e cuide de mudar sua ótica, em vez de acusar o mundo de não se submeter aos seus caprichos, de o universo inteiro não se enquadrar à sua visãozinha de siri na lata. Acorde, meu irmão! ‘Tá se achando muito importante é? Ah… eu acho que me esqueci que a Terra é só um grão de poeira invisível, num oceano de bilhões de estrelas – só 200 bilhões na Via Láctea (são 150 bilhões de outras galáxias conhecidas). Sim! Mas o que você ia dizendo mesmo? O calor… o humor do chefe… a cara da esposa… a birra do filho… Ah… mané!!! Tu és mané mesmo!!!

Só há um jeito de o ser humano dignificar sua insignificância: servir a propósitos divinos. Não sendo isso… a vida é ridícula… um nada total! Ou você está p’ra Deus ou, meu “brother”… não é ninguém. Como disse o santo Francisco, da cidade de Assis, “Cada homem vale o que vale para Deus”.

Quanto amor existe no seu coração? Pouco? Então, meu filhinho… você ‘tá mesmo é ferrado, neste universo onde a moeda fundamental é o amor. Providencie logo criar um fundozinho de depósito nesse sentimentozinho básico, ou, então, não reclame nunca mais de se sentir tão miserável e perdido: de fato estará miserável e perdido. E ninguém, nem mesmo Deus (que respeitará sua escolha tacanha), poderá salvá-lo da fossa que terá cavado p’ra si próprio.

(Texto recebido em 9 de dezembro de 2002.)

(*1) A partir de hoje, retornamos ao sistema de publicação de mensagens psicografadas apenas em dias úteis, a pedido dos mentores espirituais, como um estímulo a que as pessoas vasculhem e leiam mensagens anteriores, que você pode acessar clicando no canto superior esquerdo de seu vídeo.

(*2) O espírito Roberto pode assustar os mais puritanos. Sua tática é falar “curto e grosso”, ao modo vernacular, para atingir em cheio mentes fronteiriças entre a espiritualidade e a indiferença a coisas sagradas. Julgo-o fabulosamente persuasivo para esse psicotipo. Assim, sugiro, de coração, como um serviço à causa da Espiritualidade Superior, que o prezado internauta passe adiante essa mensagem, pela opção de envio do texto, que você encontra logo abaixo.

(Notas do Médium)