Eugênia-Aspásia (Espírito)
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)

Perdoaste as faltas de quem agiu mal contigo, impregnado(a) de ingratidão e injustiça, em passado próximo e distante. E, no entanto, o(a) beneficiário(a) de tua indulgência, movido(a) de mágoa e justificativas mirabolantes do ego, ainda exalou energias tóxicas em tua direção… Forças mentais deletérias provenientes não só dele(a), mas também doutros indivíduos do círculo de suas relações que tiveram notícia do encontro “acidental”.

Perdoa novamente, amigo(a). Estás cônscio(a) de não teres baixado a guarda ao abuso. Não temas: estás certo(a). O instante de interação, que ocorreu de modo aparentemente “fortuito”, constituiu oportunidade de exerceres a caridade anônima, que o mundo não vê, mas que o Céu observa, com zelo e amor.

Tua indulgência não promoveu, como temes, o vício de “ataque sem defesa”, que sempre estimula maus comportamentos – de reversa maneira: ensejou manobras curativas, operacionalizadas por amigos(as) domiciliados(as) em nosso Plano de Ação, em direção à alma revel que te foi objeto de atenção e cuidado.

Seres perturbadores despojados de organismos de matéria densa haviam-se vinculado à criatura irmã com quem cruzaste caminho, demandando socorro urgente para ela, para que não fosse precipitada em despenhadeiros de enfermidade física e mental. Ou seja: funcionaste à guisa de médium de cura, em regime de enfermagem espiritual, sem que ninguém – da dimensão física de existência, que testemunhasse o intercâmbio que entretiveste – pudesse alcançar o que ocorria. E eis que oravas, durante o diálogo… oravas, suplicando ajuda ao(à) interlocutor(a)… E tuas súplicas eram ouvidas, indubitavelmente… mesmo porque já estavas sendo utilizado(a), antes que notasses, como instrumento de auxílio psíquico rearmonizador.

Tranquiliza tua consciência e dorme em paz, sabendo que fizeste parte de movimento salvacionista imperceptível para o sensório vulgar, mas bem notável da perspectiva dos teus e dos guias espirituais da pessoa em foco, qual agente da Mão Oculta de Deus que, em Sua Infinita Bondade, socorre a todos(as), como o Sol que se ergue sobre bons(boas) e maus(más), justos(as) e injustos(as), nos dizeres de Nosso Mestre e Senhor Jesus.

(Psicografia recebida em Brasília, 5 de novembro de 2026.)