Na segunda metade da noite de terça-feira, 23 de junho, ao encerrar uma das palestras que ministro semanalmente, exclusivas a componentes do Núcleo Interno de nossa Organização, o Espírito Eugênia-Aspásia aproximou-se de mim e solicitou-me, amavelmente:

– Acentue a receptividade. Transmitirei breve comunicado a todos(as)…

Atendi à preclara mestra espiritual, levantei os olhos e os fixei em ponto indefinido, no alto do auditório, cessando o intercâmbio mental com os(as) partícipes da plateia presencial. Ouvi-me então dizer, em suave transe psicofônico, a sentença em francês que coroava, magistralmente, as proposições de luta pela dignidade de todas as pessoas pertencentes a grupos minorizados, tema que marcara a conferência destinada a amigos(as) e irmãos(ãs) em Ideal mais próximos(as):

– Vive la différence! (Viva a diferença!)

Em seguida, antes que pudesse sair do transe, complementei, influenciado profundamente pela professora desencarnada:

– Vive la guerre! (Viva a guerra!)

Rompendo parcialmente o estado de semi-incorporação, cenho franzido com a surpresa, interpelei a veneranda orientadora, diante de todos(as) que me acompanhavam, no salão e à distância:

– É isso mesmo? Captei corretamente?

E, embora eu não chegasse a escutá-la psiquicamente, a própria mentora, que ainda utilizava meu aparelho fonador, respondeu ao microfone, sem qualquer modificação de meu timbre vocal, preservando a naturalidade do tom informal da aula entre companheiros(as) de fé:

– Sim. Que vivamos a boa guerra, a guerra em favor do bem, para que não precisemos travar a guerra contra o mal que nos acossará adiante, por efeito de nossa negligência. Que vivamos, nos dizeres de Paulo de Tarso, o bom combate…¹

Eugênia fez uma pausa e me pediu que, conclusa a preleção, adentrasse a cabine mediúnica para interagir com alguns(umas) integrantes da diretoria da Instituição. Ao término das interações, completou, apenas para mim:

– Recordemo-nos do que nos asseverou o Cristo-Verbo: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada”², de modo a não nos acovardarmos ante as concitações à batalha em defesa de todas as causas que compõem a grande Causa-Una em prol da humanidade inteira.

Por fim, informou aquela que foi Santa Bernadette Soubirous, a vidente de Nossa Senhora em Lourdes:

– Nossa Mãe Maior Maria Cristo impetrou-nos levássemos a público amplo a presente mensagem de ânimo e inspiração à ação benevolente, nesta era de tanto desgoverno, de amolentamento dos caracteres e de decadência das almas, frente às forças e agentes do mal, que assediam as criaturas por todos os flancos, induzindo-as ao desânimo, à viciação e à desesperança.

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
24 de junho de 2026

1. II Timóteo 4:7.

2. Mateus 10:34.