No silêncio e na ausência do amor:
A perversidade comparece;
O cinismo sibila, sinistro;
O desespero rasga crateras e abismos;
Os problemas se avultam, desmedidamente;
A inteligência se confunde e se volta contra si mesma;
O medo se instala e se converte em horror e pânico…
Por outro lado…
Onde o amor fala, faz-se presente e, sobremaneira, põe-se em ação, desde os singelos gestos da bondade cotidiana aos píncaros gloriosos dos grandes lances de renúncia e martírio:
A perversidade é neutralizada;
O cinismo se dissipa, como brumas ao vento;
O desespero se dilui com a pujante força da esperança;
Os problemas são clareados e encontram solução, em etapas, aos magotes ou até miraculosamente;
A inteligência se ilumina e transfunde-se em intuição e sabedoria, propelindo à transcendência;
O medo desaparece, qual a escuridão ao golpe da luz!…
Sem amor, o coração humano desliga-se da Fonte Sagrada da Vida, e tudo se torna treva, decadência e morte…
Com amor, que é Manifestação da Presença Maior de Deus, tudo se resolve, se não de um modo, de outros ainda melhores… em bênçãos de fortaleza moral, de amadurecimento psicológico, de expansão da consciência, de realização profunda da alma!
Todavia, é de foro intransferivelmente pessoal a escolha da sintonia com a Chave da Vida ou com o blecaute do vácuo da morte, em suas múltiplas expressões.
E, por determinação do infinito respeito do(a) Criador(a) à liberdade de Suas criaturas conscientes, essa escolha precisa ser diária, contínua, ad aeternum, para que cada espírito, residente ou não no plano físico de existência, em atravessando estágios diversos de desafio e aprendizado, propicie o majestoso e magnífico espetáculo da evolução autoconquistada, no âmago de si próprio.
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
13 de junho de 2015





