(Equipe da Sociedade Maria Cristo – ESMC) – Wagner, neste mês de agosto, você completa 18 anos de relacionamento conjugal com o orientador espiritual Benjamin Teixeira de Aguiar, com quem você está, portanto, desde agosto de 2008 – apesar de só terem feito a primeira cerimônia de casamento, a espiritual, em junho do ano seguinte. Você poderia nos conceder a alegria de revelar alguma intimidade curiosa a respeito do respeitado médium da Tese Maria Cristo?

(Wagner Teixeira de Aguiar – WTA) – Sim, claro. Antes de conhecê-lo na intimidade, tinha grande curiosidade de saber detalhes da sua rotina. Poder partilhar aqui algo nesse sentido é muito satisfatório, mas me restringir a apenas uma curiosidade íntima é um desafio. Creio que respeitarei a reserva natural dele (assim espero, rs) se me limitar a comentar sobre seu perfume natural e seu asseio. Na intimidade, todos sabemos que é impossível, aqui ou ali, não termos maus momentos neste âmbito (risos nervosos), mas isso simplesmente não acontece com ele. Ele tem um aroma sempre muito agradável, mesmo passadas horas desde seu último banho – mas não muitas, claro, porque ele é bem criterioso com o asseio pessoal, como comentei. É algo singelo sobre ele, mas creio que bastante significativo.

(ESMC) – E você poderia declinar algum nome que abalizaria essa sua impressão (risos)?

(WTA) – De uma forma geral, creio que todos(as) que compõem a Sociedade Maria Cristo e que tiveram contato com ele podem se perguntar se em algum episódio tiveram alguma impressão diferente da minha. Mas, em nome de alguém da sua intimidade, creio que posso falar de seu amigo-irmão, Delano Mothé, com quem foi casado e morou junto por muitos anos. Delano é descomedido nas menções enfáticas a esse respeito, até hoje.

(ESMC) – E sobre defeitos de Benjamin, Wagner? Você o conhece de perto, convivendo com ele há quase duas décadas…

(WTA) – Pergunta difícil de responder. Benjamin, para mim, pertence a uma outra humanidade, mas algo que creio ter condições de comentar é sobre sua autocrítica que, a meus olhos, muitas vezes me parece aguda a ponto de maltratá-lo. Ele é muito criterioso com a responsabilidade que tem diante da Espiritualidade, e prefere ser assim a se desviar, um milímetro que seja, da função que lhe foi confiada, ainda que esse esforço lhe custe muito. E seu histórico de vida não facilitou propriamente a que tivesse uma boa opinião sobre si, já que sua vida foi marcada por desafios que são intransponíveis para quase todas as pessoas. Em casa, no colégio e ao longo de sua vida adulta… Ele se manter de pé, divulgando um discurso de felicidade e libertação, está num nível de vitória espiritual que ainda hoje tenho dificuldades em compreender, e talvez nunca entenda.

(ESMC) – E qualidades? Que virtude você nota nele que publicamente não é possível ver?

(WTA) – Referindo-me especificamente a algo não óbvio, eu diria, indubitavelmente, que são os movimentos de cuidado com o sentimento das pessoas, os que são feitos de maneira muito sutil. Só com os anos eu comecei a ver parte deles, com pessoas próximas ou com completos desconhecidos. Refiro-me aos que ocorrem de forma “cifrada”, digamos assim, que talvez nem a própria pessoa (ou apenas ela) se dê conta, o que evita que ela se constranja e/ou que outras pessoas notem essa boa ação dele. É, no meu entender, a aplicação pura do conceito de Jesus de que “não saiba a mão esquerda o que fez a direita”. Fico imaginando que percentual seja esse, do que eu noto em relação ao que a Espiritualidade Maior percebe.

(ESMC) – O que mais você gostaria de adicionar a essa nossa conversação, que você deseje tornar público, a respeito do representante de nossa fé?

(WTA) – Em respeito ao tempo do(a) amigo(a) leitor(a), tentei ser o mais sucinto possível, pois as provocações dariam espaço a muito mais reflexões. Agradeço pelo convite a esta entrevista e em especial a ele, por esses 18 anos ao lado dele. Minha vida, em termos bem objetivos e não poéticos, começou mesmo quando o conheci, é uma nova encarnação mesmo. Chegar a esse marco da “maioridade” de nossa relação é uma vitória que atribuo a ele, porque os esforços para superar os desafios ao longo desses anos, tanto os públicos quanto os privados, estão praticamente no lado dele. A diferença de idade espiritual entre nós dois é muito maior que a física. Minha gratidão imensa pela felicidade que ele me traz e meu pedido aos Cristos Jesus, Maria e Gabriel que o sigam iluminando em todas as áreas de sua vida!

(Entrevista concedida em 20 de agosto de 2026)