Se você se arrepende, parabéns: amadureceu o bastante para poder ter arrependimentos. Aquele que diz, com orgulho: “não tenho de que me arrepender – faria tudo novamente da mesma forma” é alguém que não evoluiu em todo o espaço de tempo que diz poder repetir.
Não se martirize com a presença da culpa: converta-a em responsabilidade, assim dedicando-se a aplicá-la na construção de uma realidade nova, mais feliz.
Se o remorso, por esse ou aquele motivo, visita-o, agradeça a Deus por não ser um psicopata. 1% das populações é constituído de sociopatas (como também são chamados): indivíduos completamente destituídos de sentimentos e de “consciência”, que apenas calculam benefícios e malefícios de tudo que fazem e dizem, sem considerar valores ou princípios. E ainda por não compor as hostes de mais 2% da população, que são o que poderíamos chamar de semi-sociopatas, conhecidos por “antissociais” que estão no limiar de serem completos psicopatas.
Se já tem uma consciência, hora de elevá-la ao status de superconsciência, transformando o mal-estar emocional em raciocínios construtivos e pragmáticos de ordem transpessoal (ou seja: compelindo-se a fazer o bem ao próximo, pelo mal que nota em si), acima da angústia rasteira e totalmente contraproducente da autoflagelação psicológica.
Sim, eu sei. Você não quer desculpas para si. Quer, realmente, melhorias. Então, tome essa determinação consigo e torne-a concreta, pela decisão firme, através de uma estratégia inteligente e realista de materializar a mudança em sua existência.
Começaria tudo de novo de outro modo totalmente diferente, se pudesse? Então, comece agora. Acha que outros também não cometeram erros? Que você não havia cometido outros muito piores, em outras vidas, ou mesmo nesta, sem os perceber? E daí? É assim que as pessoas amadurecem: crescem com o aprendizado obtido por meio de seus equívocos. Não torne a percepção de uma falha ou de um deslize um motivo para paralisar-se ou para cometer erros maiores, como a omissão ou a desmotivação para realizar o melhor. Se você fizesse tudo diferente, provavelmente não teria a visão clara de erro que tem agora, e talvez até estivesse perdendo tempo e se consumindo com a frustração de não ter feito exatamente o de que se lamenta haver realizado. Ou seja: este é a momento da correção e não outro; ou Deus lhe teria propiciado meios de ter, antes, o poder de avaliação que tem atualmente.
Vamos, relaxe e seja prático. Tudo vai acabar bem. Se você tem a intenção sincera de se emendar, de ser um homem (uma mulher) novo(a); se você sinceramente, quer construir uma realidade diferente para si, tranquilize-se, outrossim, com relação a reveses consequentes de suas atitudes inadequadas do passado, pois que, no mínimo, serão suavizadas, já que você terá já realizado o fundamental: praticado a mudança para melhor. Ou, se lhe sobrevierem sequelas mesmo assim, aprenderá a enxergar nelas motivos para aprendizados ainda mais avançados e não como estímulo à modificação, pois que já terá sido feita.
Agradeça a Deus o instante de reflexão que o aflige porque, em última análise, tudo acaba bem, principal e mais rapidamente, quando o indivíduo se devota a realizar o bem, na sua e na vida de outras pessoas. Nunca perca de vista, amigo (a), que Deus é Infinita Bondade, que só quer o seu bem agora, e depois da sua morte, e em outras encarnações, e sempre. Não tenha medo e entregue-se ao fluxo do destino, laborando pela constituição de um futuro feliz, para você e para os outros, e, esteja certo (a): os males, gradativa mas definitivamente (talvez bem mais celeremente do que supõe), serão transfundidos em bem, felicidade, paz e muita maturidade, para você e para todos que privarem, direta ou indiretamente, do seu círculo de influência pessoal.
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
26 de outubro de 2003