Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Em diálogo com Gustavo Henrique (Espírito)

Introito:

No dia em que celebramos 10 anos da “premiere exhibition”, em sala de cinema, da primeira edição (que não está mais disponível) do primeiro documentário de nossa Instituição, fui informado de que o adorável Pe. Gustavo – espírito de ex-sacerdote católico com quem laboro há mais de trinta anos, coautor de meu primeiro livro (mediúnico) -, tinha interesse em entabular diálogo comigo, acerca da programação de retorno à ministração de passes, na sede da Sociedade Maria Cristo, provavelmente já no próximo domingo, nos talvez trinta minutos que antecedem o início de nossa palestra. (Publicaremos detalhes e confirmações até lá.)

Antecipo, para que não cause espécie a ninguém, que, quando falo com os Amigos Espirituais em tom mais respeitoso, chamando-os de “senhor” ou “senhora”, eles retribuem o tratamento, inclusive os Mestres Eugênia-Aspásia e Matheus-Anacleto. Compreendo que, na condição de porta-voz deles, querem que eu me sinta em relação de parceria fraterna, não obstante minhas enormes e numerosas limitações humanas. Creio que se deva isso, em adição, ao fato de haver começado meu trabalho com eles aos 17 anos (1988), digo, de modo mais frequente e profundo, estando hoje na altura dos meus 55 de idade. Dos quase 4 decênios de trabalho na seara mediúnica, 36 foram no campo público (imprensa, 1990), 32 que lançamos nosso programa de TV (1994), 30 que ele se expandiu para o nível nacional (1996, à época, em transmissão, via satélite, para parabólicas analógicas). Não posso, então, me portar com “modéstia exagerada” de iniciante, porque eles imediatamente me trazem de volta à altura da responsabilidade de um veterano, a despeito de continuar dolorosamente cônscio de minha falibilidade humana.

Também registro que os muito queridos amigos-irmãos citados, nesta interação informal, foram Priscilla Teixeira e Delano Mothé.

Acresce-se dizer que Gustavo Henrique é um dos dirigentes espirituais, em nossa Organização, especializados na questão mediúnica.

O tom íntimo da conversação foi preservado, com pequenos apontamentos estilísticos e de construção fraseológica posteriormente aplicados, por nossa Orientadora Eugênia pedir que fosse publicado, como aqui o fazemos hoje, com o intuito de prepararmos as pessoas que desejem nos visitar no próximo domingo, para se beneficiarem dos recursos altamente salutares, física e espiritualmente, da ministração de passes.

Diálogo:

(BTA) – Pe. Gustavo, bom dia. O senhor gostaria de falar comigo a respeito de um projeto de retorno ao nosso serviço de ministração de passes.

(EGH) – Sim. Você está preocupado, desde que se iniciou a pandemia de Covid-19 – quando fomos obrigados, como instituição, em virtude das regras de “distanciamento social”, a cancelar as reuniões mediúnicas de enfermagem espiritual -, com a aplicação vocacional daqueles que nasceram com o trabalho mediúnico em sua “ficha cármica”.

Corroboramos a notificação que o senhor recebeu de nosso Plano: de que a tarefa propriamente de enfermagem espiritual é extremamente delicada, demandando uma supervisão com critérios complexos, que não constituem missão de nossa Casa. Em contrapartida, a atividade do passe, embora sagrada em seus ascendentes espirituais, constitui uma excelente ferramenta para a canalização construtiva dos recursos energéticos e psíquicos dos que forem dotados de maior aptidão a se fazerem intermediários entre o plano dos vivos na matéria densa e o nosso, dos que somos muito mais vivos fora dela.

(BTA) – Foi o senhor quem me lembrou de Priscillinha estar excepcionalmente conosco nesta época?

(EGH) – Sim. Estamos trabalhando o assunto de forma mais intensa, por esses dias. Uma das peças de planejamento incluía aproveitar a presença, em Aracaju, daquela que nos recebeu o “mandato” de dirigente do departamento de passes, compondo uma orquestração de providências a viabilizarmos, de imediato, o retorno da atividade, englobando um rápido curso de “capacitação”, no próximo sábado à noite – como o senhor captou, em sua meditação da noite de ontem -, para que os que, integrantes do Núcleo Interno das REMO’s da SMC, se voluntariarem à tarefa, sejam lembrados (os que já receberam a ministração do curso) ou sejam informados (os que não tiveram essa oportunidade) das linhas gerais metodológicas de como operacionalizar suas funções psicoespirituais, canalizando a atuação de assistentes espirituais, que laborarão na cura multidimensional, em prol do benefício de encarnados e desencarnados que nos procurarão os serviços, na sede de nossa Organização, na capital sergipana.

(BTA) – E o senhor também utilizou-se de seu médium mais ativo, Delano, para me “soprar” a ideia, há alguns meses, não foi?

(EGH) – Prefiro denominar “companheiro de trabalho reencarnado”. Sim, utilizei-o, para que, aos poucos, o senhor fosse elaborando a ideia, até que estivéssemos no contexto de situação adequado ao seu desdobramento prático.

(BTA) – Se houve alguma resistência da minha parte, peço desculpas…

(EGH) – Observe que eu disse que a intenção foi que o senhor fosse preparando o solo das ideias até que a circunstância apropriada fosse configurada… Aconteceu, apenas nestes últimos dias. A propósito do paradigma de “companheiros encarnados”, o senhor o é dos mestres Eugênia-Aspásia e Matheus-Anacleto. Logo, seria muito fácil, laborando com a primeira, há quase quatro décadas contínuas, que Ela o despertasse para a importância de uma eventual imediatidade da iniciativa, caso ela fosse urgente. Não foi o caso, portanto. Tranquilize-se.

(BTA) – Obrigado pelo esclarecimento e conforto. Recordo-me, outrossim, que julguei perceber uma irradiação mental sua, há aproximadas duas semanas, no sentido de algo psicografar, em torno da importância e alegria devocional no serviço mediúnico… Além de a tal percepção não ter perdurado, estranhei-me, em virtude de não entender por que o senhor estaria estimulando as pessoas ao serviço mediúnico técnico, sem uma área de serviço atualmente na Casa para tanto…

(EGH) – Exatamente. O senhor mais uma vez registrava nossas ideações em processo de conclusão. Nós formulávamos a questão e debatíamos, entre os partícipes do grupo de professores desencarnados da Casa, detalhes “técnicos”, para aqui utilizar sua expressão, de como viabilizaríamos o novo departamento, de conformidade com o cenário novo da Sociedade Maria Cristo, na segunda metade da década de 2020.

(BTA) – Temos alguns pormenores práticos a serem resolvidos, em termos de horário e dia da semana em que isso será realizado, entre outros. Entendo que isso esteja a encargo de nós, encarnados, e que os senhores nos inspirarão.

(EGH) – Sim, está certo.

(BTA) – O senhor teria algo mais a arrematar, sobre esse assunto?

(EGH) – Não. Obrigado pela receptividade às nossas sugestões fraternas.

(Diálogo mediúnico travado em 28 de julho de 2026.)