A morte consiste em um despertar para a Vida. E a morte física é apenas uma das múltiplas formas de mudança e desapego, indispensáveis ao desenvolvimento do ser humano.
A verdadeira espiritualidade é escândalo para os(as) religiosos(as) convencionais. Morte para o status quo.
A legítima transparência é repulsiva para a honestidade de conveniência. Morte para o egoísmo e a hipocrisia.
A genuína sintonia com o bem é inaceitável para quem se harmoniza com o mundo. Morte para a calmaria do pântano moral da preguiça em crescer.
Se o indivíduo foge ao desconforto inicial de buscar a Luz da Vida Espiritual, que nada tem a ver com moralismo de fachada, jamais encontrará, no âmbito físico ou além dele, a pulsação da originalidade, da graça e da criatividade, o sentimento de entusiasmo por experimentar o alinhamento profundo com a própria alma.
Somente aqueles(as) que se esforçam por sair da zona de conforto das hipnoses culturais, a fim de escutar e aplicar a orientação interior condutora à autorrealização, atendendo assim à vocação pessoal e não a chamados externos sem eco na esfera íntima, podem favorecer a concretização da Divina Bondade em sua existência e vivenciar a singularidade do Si-mesmo(a) a ofertar ao mundo, a satisfação incomparável de ser plenamente o que se deve ser.
Fique atento(a), amado(a) filho(a), porquanto a voz do mal não raro se disfarça de conclamação ao bem, mormente quando se apresenta sob as vestes diabólicas da aparência de dignidade social, familiar ou religiosa.
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
17 de janeiro de 2015




