Misericórdia, sim… mas sacrifício também…
Nossa Mãe Santíssima, Maria de Nazaré, surgiu exalando intensa luminosidade…
Por alguns breves segundos, observou-nos com inexcedível expressão de ternura e, erguendo a destra à altura do Coração, passou a proferir Sua mensagem semanal, em segunda pessoa do singular, qual se a cada um(a) de nós, individualmente, Se dirigisse:
Podes adicionar prazeres e satisfações à tua vida, e assim desfrutarás de maior abundância no jornadear, conforme recomendou o Cristo Jesus, confirmando, em Nome de Deus, a revelação do profeta Oseias: “Misericórdia quero e não sacrifício”1.
Todavia, se almejas alcançar um nível mais refinado de plenitude, notar-te-ás paradoxalmente inclinado(a) a escolher não expandir os próprios regalos, com o fito de canalizar energias internas e recursos externos para empreendimentos em favor de outras criaturas.
Mães e pais, por exemplo, quando conscienciosos(as) e bem alinhados(as) à missão sagrada de que foram investidos(as) pelos Divinos Desígnios, encontram indefinível regozijo d’alma no exato movimento de renunciar a júbilos meramente pessoais, desde que, com isso, prodigalizem alegrias e oportunidades de crescimento e prosperidade a seus(suas) filhos(as) tão amados(as).
Evidentemente, ainda que prenhe de nobres intenções, a frustração profunda por projetos ou aspirações não realizados amiúde desencadeia, em figuras parentais que se limitam excessivamente, lamentáveis processos de projeção psicológica que, fulcrados no ressentimento pelo vazio dos ideais preteridos e pela castração dos próprios impulsos vocacionais, fomentam animosidades e desequilíbrios completamente evitáveis na relação familiar, deixando, mui frequentemente, condicionamentos psicoemocionais infelizes e marcas indeléveis naqueles(as) mesmos(as) que lhes foram foco de tanto esforço “amoroso”.
Entrementes, também é inegável que, mais copiosamente do que se imagina, grandes sacrifícios em prol do bem comum se desdobram no cotidiano, por parte de gente anônima, de gênios da ciência e das artes, de beneméritos(as) da filantropia, de líderes espirituais, de condutores(as) de multidões, de profissionais de todas as ordens.
A história da civilização terrena está repleta desses casos extraordinários de serviço às sociedades ou a alguns(umas) poucos(as) beneficiários(as), com efeitos positivos em cascata, numa mesma geração ou por decênios, séculos sucessivos, após a atuação de tais ocultos(as) ou célebres mártires da solidariedade e da catálise da evolução coletiva…
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
21 de janeiro de 2018
1. Mateus 9:13 e Oseias 6:6.




