Em tom profético, mavioso e confortador, declarou a Mãe Maior da humanidade:

“Misericórdia quero, e não sacrifício”1.

Indispensável compreender, todavia, que a criatura primeiramente deve conceder misericórdia a si própria. Quem não é capaz de investir em autoperdão jamais logrará condições efetivas, profundas e autênticas de indulgência para com terceiros.

Mister entender, outrossim, que misericórdia constitui amor desdobrado não apesar dos defeitos do ente amado, mas justamente por causa deles. Deficiências e limitações representam aspectos significativos da criança e do animal interiores, facetas que, conquanto menos desenvolvidas, caracterizam a estrutura geral de personalidade de cada indivíduo e compõem a constelação de sua totalidade psíquica, em divina orquestração com as faixas mais nobres do ser.

Misericórdia consigo mesmo(a) – reiterou o Cristo Mãe –, piedade com os próprios pendores infelizes, para que possa haver legítima tolerância com as fraquezas alheias.

Misericórdia consigo sempre, mas sem autocomplacência, permissividade ou relaxamentos excessivos, que implicam conivência com inclinações malevolentes ou mesmo criminosas e indicam a fuga à disciplina e ao esforço persistente no trabalho, no estudo, na automelhoria, no espírito de responsabilidade, apanágios naturais de qualquer pessoa adulta, digna e consciente.

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
16 de maio de 2015

1. Mateus 9:13 e Oseias 6:6.



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