(Registros da Mediunidade – 15.)

por Benjamin Teixeira.

Atendendo a orientação de nossos Maiores do Plano Sublime, venho narrar os eventos que se deram há pouco, e que ainda prosseguem ocorrendo, em meu trabalho com os Mestres da Espiritualidade, na condição do mais insignificante porta-voz e mais deficiente secretário que poderia haver.

Num primeiro momento, vendo, à distância (como se utilizasse uma espécie de videocelular, em três dimensões, que me projetasse nos lugares, parcialmente), um grupo de Guias da Espiritualidade Sublime, posicionados na central de direção de nosso Instituto, no Domínio Superior de Vida, em particular tomando a palavra Gustavo Henrique e Eugênia, passaram estes a transmitir mensagens de orientação a diretores de diversos departamentos de nossa Instituição, fazendo referência a dúvidas importantes – que teriam efeitos significativos em mudanças de agenda nas atividades. Como sempre, o espetáculo de provas incontestes da imortalidade da alma, por se referirem a assuntos específicos que eu desconhecia, com relação a quando e como surgiram a cada um. Os diretores foram: Delano Mothé (sobre prioridades na revisão de textos), Maisa Marante (sobre problemática quanto a agendamento do próximo retiro espiritual de nosso grupo, em termos de data para realização, entre outros tópicos), Ângela Novaes (uma das dirigentes das atividades sociais do Instituto na comunidade Santa Maria – sobre uma questão íntima da amiga, que não cabe aqui ser minudenciada).

Curiosamente, entre uma e outra fala, Eugênia pediu-me compusesse uma xícara com bebida quente que contivesse café, chocolate e canela – “Para alegrar-lhe a tarde de melancolias antigas”, disse, amável e maternal. Enquanto “fazia a xícara” e conversávamos, a Sábia desencarnada deu sinal de ter sido chamada por alguém, a quem atendeu com doçura e polidez, com largo e sereno sorriso, enquanto, concomitantemente, fez-me aceno delicado com a mão esquerda, em menção de pedido de espera, dizendo:

– Um momentinho, meu filho… trata-se de outra pendência, a ser ventilada ainda agora, em forma de recado mediúnico.

Percebi, então, que a Mestra atendia a um mentor que eu não via (como se uma câmera de vídeo estivesse focada só nela) nem ouvia (qual se ele lhe sussurrasse – só sabia isso: era entidade masculina), e Eugênia, às vezes lançando um olhar terno para mim, por me notar a curiosidade expectante, tornava a fitar o interlocutor que me parecia invisível, fazendo vários meneios suaves e educados, de caráter afirmativo, como quem respondesse a cada item de um relatório ditado: “Sim… sim…”, dirigindo-se a mim, logo em seguida, a fim de passar novo recado para a Diretora-Geral do Instituto, Maisa Marante, a respeito de outro assunto, entre os que mereceram atenção da grande Dirigente do Domínio Sublime de Vida.

Delano correu a transmitir a nova mensagem – o amigo me secundava neste momento, telefonando a cada destinatário dos comunicados, enquanto eu continuava recebendo outros, para diferentes amigos.

Terminado este correio intermundos improvisado, Eugênia apareceu-me, como que “por encanto” (a ideoplastia de vestimentas e aparências de seres mais evoluídos é extraordinariamente poderosa), com enorme saia-balão de gala, qual se a Professora impoluta estivesse para ir a um baile do início do século XIX. O colo estava coberto, mas a parte superior das costas (equivalente ao tórax) se mostrava elegantemente exposta, ao passo que os cabelos cor de ébano, em lindo “rabo de cavalo”, caiam de um penteado sóbrio e muito fino, que não saberia descrever (desculpem as amigas mais entendidas no assunto, pela limitação na descrição – risos), cobrindo-lhe, parcialmente, a pele nacarada do dorso superior. Suspenso pelos cotovelos e fazendo, graciosamente, uma volta sobre o ventre, caindo, pelas pontas, caprichosamente, sobre o vestido de cor bege, um xale, véu ou capa (não saberia precisar), num tecido tingido em vermelho vivo, puxando talvez para o vinho, dava um toque final de finesse ao quadro geral de madona diáfana… Dentro deste cenário de quase sonho, voltou os olhos na direção do infinito, volvendo-se, com todo o ruído característico da “muita roupa”, e declamou, em tom profético (apesar do baixo volume de voz, sempre serena…), as perspectivas ridentes de trabalho que se descortinam, para nossa colméia de serviço no Bem, fitando o horizonte em quase crepúsculo – aqui, no plano físico, como no extrafísico, igualmente…

A esta altura, meu braço material direito começou a rabiscar, velozmente, sem que eu interrompesse a conversação, com psicovidência e psicoaudiência da Mestra encantadora. Interroguei a incomparável Preceptora:

– O que é isso, Eugênia? É você?

– Não, meu filho. É um artista de nossa dimensão, que atua por seu intermédio, reproduzindo, conforme interpretação dele, nosso estado de espírito, de grande júbilo com as possibilidades feéricas para o porvir da humanidade terrícola… Continuemos nosso diálogo, enquanto ele trabalha. Não é necessário que você o divise pela visão espiritual… – completou a Mestra, pois que eu não vislumbrava ninguém a meu lado, concentrado que estava na faixa d’Ela, que me absorvia por inteiro, prenhe de contentamento e embevecimento…

O meu braço direito, fazendo uso do que eu tinha à mão – lápis grafite e papel reciclado –, riscava, celeremente, conquanto eu não entendesse o que se delineava. Eugênia, então, como se não fosse coisa alguma o “milagre” de realizações paralelas que se davam por meu intermédio (enquanto eu assistia a tudo, qual uma criança que observasse, estupefacta, o funcionamento de um brinquedo novo supermoderno e complexo, por meio de meu aparelhamento mediúnico), solicitou-me, de modo terno e bem-humorado:

– Fale à minha mui cara (…) que você me viu assim arrumada, hoje, pois que ela anda desenvolvendo pruridos de culpa e autocrítica a cada vez que se embeleza. Diga-lhe que não aprovo esses seus sentimentos.

Eugênia declarou encerrado nosso correio psíquico, e me voltei, então, para o artista, a quem não via, embora o sentisse ao meu lado. Sabia tratar-se de um “homem muito jovem”, cheio de ansiedade por realizar e realizar-se.

– O que é isso, amigo?

– Um grande “X”, para representar o “ponto de ruptura e transformação”.

– E isso aqui abaixo?

– Representa aquela linha angulosa do painel de controles de batimentos cardíacos que se costuma encontrar em UTIs hospitalares, para remeter, metaforicamente, à emoção da expectativa construtiva e criativa que nos toca os corações, pelo iniciar desta nova era de edificações de um futuro feliz de aprendizados, feitos, mudanças positivas…

Neste ponto, o artista, com caligrafia bem própria, redigiu, cruzando todo o desenho, em letras garrafais:

“ALEGRIA”

E concluiu nosso contato, dizendo:

– Destrua este material. Foi apenas um exercício de psicopictografia.

Em seguida, ouço a voz aveludada e grave de Gustavo Henrique:

– Redija, de sua ótica, uma narração de tudo que aconteceu, nesta nossa sessão de comunicações, e publique, ainda hoje, em nosso site. Ajudá-lo-ei na tarefa, por inspiração.

Pois bem. Aqui está. Espero que a composição sirva de inspiração aos que nos lerem, no sentido de compreendermos que nunca estamos sós e sempre somos assistidos por seres mais bondosos e sábios que nós, desde que, pela sintonia das intenções e da conduta, estabeleçamos laços íntimos com eles.

(Texto redigido em 22 de dezembro de 2009.)


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