
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Gustavo Henrique (Espírito)
Se você desdenha de um indivíduo devotado a uma obra do bem em larga escala, por não julgá-lo moralmente à altura de executá-la, ele pode ser mais virtuoso do que você imagina e ter a assistência do Céu em socorro aos passos honrosos que deixa sobre a Terra…
Todavia, se esse sujeito realmente não está tão bem espiritualmente, de modo a ter forças psicológicas e condições evolutivas para a função que desempenha e, ainda assim, persiste em seu posto de serviço, em prol do bem comum, tem ele, exatamente pela razão por que você o despreza, um mérito muito maior pelo que faz, isto é: justamente por ser mais difícil estar na posição em que se encontra do que se fosse uma alma santa.
Dessarte, ao atacá-lo energeticamente, menosprezando-o ou ofertando, na interação com ele, o fel mental da mágoa, do ciúme, da desconfiança e da cobrança, você atrairá, em sua direção, o olhar escandalizado dos anjos, que acorrerão a oferecer mais compensações ao mártir oculto do crédito espiritual, já que é através daquele espírito esforçado que os gênios celestes socorrem multidões de aflitos e desorientados.
Os agentes da Luz, portanto, priorizarão o auxílio a ele, que já se encontra sobrecarregado, e terão que deixar você entregue às forças cegas do carma, as quais, por sua vez, lhe cobrarão o peso moral de sua soberba ingrata disfarçada de crítica justa, na medida do quão grande é o alcance da obra do bem à qual se dedica aquele contra quem tanto você remói seus maus pensamentos, mantendo-se na atitude indesculpável de negligência, de recusa em ajudar.
Tenha juízo, criatura, e um mínimo senso de autocrítica, afastando-se, enquanto é tempo, da postura cristalizada em menoscabar quem deveria ter sua compaixão, quem lhe deveria inspirar o sentido de cooperar no empenho a que ele se denoda: o de distender a prestação de um serviço complexo, difícil e raramente bem executado pelo bem de uma coletividade sem bordas, que imensamente carece do que ele vem ofertando, praticamente sozinho, ano sobre ano… década sobre década…
(Psicografia recebida em 20 de julho de 2026)
