Afaste-se do esforço que implique forçar-se ou forçar eventos que devem ocorrer segundo ritmos próprios, fora do seu e do controle de qualquer pessoa.

A cultura do mundo material, intrinsecamente vinculada ao foco em interesses egoicos, induz à crença de que ser responsável e maduro(a) consiste em viver tenso(a) e preocupado(a). Essa atitude perante os acontecimentos da existência só gera desgaste e ruptura da saúde física, mental e espiritual.

Procure, quanto possível, estar atento(a) e ocupado(a) com o que seja construtivo e resolutivo. Experimente a atenção sem tensão, a ocupação sem preocupação.

Descansar em estado de branda atividade disciplinar, paradoxalmente, constitui o padrão psicológico que você deve tornar seu modus operandi contínuo, em todas as áreas e departamentos de sua existência.

Essa escolha, como filosofia de vida, geminada à busca de priorizar os valores essenciais do espírito, favorece um tráfego seguro rumo à plena autorrealização, à transcendência de si mesmo(a), à superação do panorama circunstancial em que você se insere.

Estudiosos(as) do fenômeno do fluxo, a condição em que grandes profissionais atingem e mantêm nível de excelência em suas performances, recomendam medida equivalente: empenho que retire o indivíduo de sua zona de conforto, sem provocar, entretanto, um desgaste insustentável na cotidianidade de longas jornadas de trabalho.

A distinção entre o nosso e o alvitre de especialistas, dessarte, reside no fato de postularmos a primazia do que deve estar no centro da atenção de todo ser humano: os assuntos atinentes ao âmbito do ideal, da vocação, da espiritualidade.

Tal diretriz de comportamento representa uma chave conceitual para o entendimento doutro paradoxo, proposto pelo Cristo-Verbo Jesus: “Vinde a mim, vós que estais fatigados(as), e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo […] e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”¹

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
20 de abril de 2026

1. Mateus 11: 28-30.