A hora da Verdade e da Salvação da Terra… e de todos(as)

Coberta de vestes particularmente reluzentes, refletindo como que um brilho solar de luminescência infinita, surgiu-nos o Cristo-Mãe Maria. Toda Ela irradiava Luz… Luz Divina!…

E, voltando-nos Seu Olhar Sacrossanto, disse-nos pelo sem-fio do pensamento:

Amor… ativo, enérgico, determinado, resolutivo, curativo, educativo, combativo!…

Em plena crise planetária que atravessa a comunidade terrena, não é momento para a prevalência das formas receptivas e dóceis do amor, inobstante sejam estas tão válidas quanto as primeiras, mais assertivas.

Facilmente, em tempos de maior perturbação e perigos agravados:

O amor-paciência se converte em conivência…

O amor-tolerância deforma-se em cumplicidade…

O amor-indulgência degenera em complacência…

O amor-serenidade degringola em negligência criminosa…

O amor-generosidade transfunde-se em fonte promotora do mal, atingindo escalas imprevisíveis…

Urge eliminar a ideia tacanha, além de perigosa e diabólica em seus efeitos, muito impregnada nas tradições espirituais ou religiofilosóficas do orbe, de que espiritualidade não pode se manifestar com firmeza e mesmo combatividade.

Pais, mães, profissionais e líderes responsáveis não só têm ciência dessa inconteste realidade, mas a vivem em seu dia a dia, empregando a severidade corretiva como princípio indispensável ao reto cumprimento de seus deveres.

Que haja equilíbrio entre os polos da afabilidade acolhedora e da austeridade disciplinar.

Entenda, porém, filho(a) amado(a), que é exatamente para favorecer a busca do equilíbrio e da completude, sobretudo em períodos mais críticos para as funções, pessoas ou agrupamentos sob sua tutela, que precisará você, necessariamente, recorrer a posturas mais vigorosas na salvaguarda das almas e dos patrimônios morais que lhe foram parcialmente confiados por Deus, como sagrada delegação de zelo e responsabilidade, a fim de lhes propiciar nutrição, defesa, depuração, desenvolvimento…

Jesus asseverou, categórico, que viera trazer a espada e não a paz.1 Em outra ocasião, de modo complementar, elucidativo e quase paradoxal, afirmou que deixava aos(às) discípulos(as) a Sua paz, mas não a concedia como o mundo a dá.2 Disse também o Mestre que Seus(Suas) seguidores(as) sofreriam perseguições e aflições, por causa do ideal cristão…3

Mais dramático do que no episódio em que condenou de morte a figueira infrutífera, mesmo fora da estação,4 e mais veemente do que na passagem em que, trovejante e com chicote à mão, revirou as bancas dos(as) vendedores(as) de todas as conveniências e apegos humanos, no Templo de Salomão,5 declarou ainda o Cristo-Verbo que veio lançar à Terra o fogo da transformação espiritual,6 advertindo que, quando adentrasse mais significativamente uma casa, três ficariam contra dois(duas), e dois(duas) contra três…7

Chegou, para este planeta em tão sério risco de autoextinção civilizatória, a impostergável hora da Voz da Verdade, da autenticidade, do compromisso profundo com a própria consciência e com as Forças do Bem.

Não mais as meias-verdades das convenções sociais, políticas ou religiosas…

Não mais o moralismo hipócrita, cheio de sorrisos de fachada e interesses pessoais camuflados…

Não mais o farisaísmo infernal, o fanatismo ominoso, o terrorismo assassino e genocida…

É chegada a vez do humanismo sincero, da espiritualidade legítima, da ação efetiva de Deus-Pai(Mãe) sobre a superfície do globo, por intermédio da cooperação corajosa, lúcida e transparente de Seus filhos e filhas mais honestos(as)…

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
23 de abril de 2017

1. Mateus 10:34.

2. João 14:27.

3. Marcos 10:29-30.

4. Mateus 21:19.

5. João 2:13-16.

6. Lucas 12:49.

7. Lucas 12:52-53.

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