Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Gustavo Henrique (Espírito)

(Benjamin Teixeira de Aguiar) – Gustavo Henrique, você realmente está por aqui?

(Espírito Gustavo Henrique) – Estou.

(BTA) – Intuí que você teria algo a me dizer sobre mediunidade.

(EGH) – Sim. Vim informar a quem se interessar por recolher esta revelação que, infelizmente, a era dos médiuns em grande escala de trabalho coletivo está-se encerrando. Temos, atualmente, muito poucos em condições de atividade confiável, para canalização da Faixa da Supraordenação Benevolente, abalizados a apresentar pareceres em Nome da Comunidade dos Espíritos que conduzem a humanidade.

(BTA) – O que isso significa exatamente e em que era estamos adentrando?

(EGH) – Primeiramente, que os médiuns que funcionem como porta-vozes da Espiritualidade Maior, assim apresentados publicamente – como disso foi exemplo máximo, no século passado, Chico Xavier –, não mais estão programados a aparecer diante das multidões. Segundo, adentramos a era dos místicos, de espíritos nobres reencarnados que falarão por si mesmos, embora admitindo estar representando, por inspiração, faixas elevadas de consciência. Ou seja: sem recuarem suas individualidades para nominar tal ou qual autor(a) do Mundo Espiritual, em suas falas ou escritos públicos.

(BTA) – Isso já ocorre… De certa maneira sempre ocorreu…

(EGH) – Sim. Isso se corporifica, paulatinamente, a olhos vistos… Este século XXI testemunha o que asseveramos. Sinais do Céu acompanham os últimos mensageiros dos Guias da Humanidade. Cessarão, nos próximos decênios, as comunicações mediúnicas instrutivas, elucidativas, que trazem o entrelaçamento transdisciplinar de linhas de conhecimento e o acabamento de sabedoria às novidades, aspirações e conflitos da mulher e do homem da atualidade.

(BTA) – Estranho. Achei que isso pudesse ser mais frequente, no futuro…

(EGH) – Compreendo. É uma crença de muitas pessoas. Mas você pode observar que, atualmente, o cenário, nesse sentido, está sofrível. Quase sempre, quando médiuns aparecem, ou estão apresentando o fenômeno mediúnico em si, como forma de evidência da Realidade Espiritual, ou, quando pretensamente falam em nome de Espíritos de escol, esborracham-se lamentavelmente, depondo contra o que supõem servir, porquanto, obviamente, não estão apresentando as personalidades que afirmam canalizar, pela evidente mediocridade das comunicações, pela pobreza ou mesmo corrupção dos conteúdos expostos, em vívidos processos de perturbação espiritual que visam a desacreditar a existência paranormal da possibilidade de interações entre a dimensão dos vivos na matéria densa e a dos mais vivos fora dela.

(BTA) – Carências mal resolvidas e necessidade de visibilidade…

(EGH) – Sim. Assistimos ao deplorável espetáculo de pessoas que não têm capacidade para se destacar por outros meios, na vida acadêmica, profissional, política ou econômica, fraudarem, consciente ou inconscientemente, alegando ser médiuns muito dotados, no vão afã de realce de seus egos hipertrofiados e de seus caracteres de qualidade, a dizer o mínimo, duvidosa.

(BTA) – Suspendemos as atividades de desenvolvimento mediúnico em nossa instituição, por temermos propiciar desequilíbrios de natureza psicológica e espiritual.

(EGH) – Confirmamos, mais uma vez, a iniciativa. Somos de parecer semelhante ao seu: de que as funções mediúnicas se desenvolvem naturalmente, na aplicação a outras tarefas, de cunho espiritual, devocional, caritativo, quando não no dia a dia da ocupação construtiva, no universo familiar, profissional, social. Somos de convir que, acima de tudo, deve-se ativar e refinar a aptidão de ler as próprias intuições ou o que a mestra Eugênia-Aspásia denomina de “binômio consciência-intuição”, de tal modo que, pelo plexo do coração, pelo esforço de transcendência, pela aplicação ao espírito de serviço, pelo aprimoramento das dinâmicas relacionais, os indivíduos encontrarão o melhor caminho para a Espiritualidade, sem distrações com a fenomenologia metafísica.

(Diálogo mediúnico travado em 4 de outubro de 2026, em Nevers, França.)