Na Terra, se você deseja trabalhar como médium, normalmente:
1. Estará cansado, amiúde à beira do colapso nervoso, e ninguém ou quase ninguém notará. Muito pelo contrário: não entenderão quando perceberem, em você, sinais de exaustão.
2. Sofrerá o ataque de agentes das trevas não só contrários ao seu trabalho, mas também a pessoas que ajuda, com seus esforços de intercâmbio psíquico.
3. Sentirá o torvelinho das energias de quem vier em sua direção, daqueles que o amam e dos que não o amam, dos que o compreendem e dos que não o compreendem.
4. Precisará estar continuamente vigilante, para qualquer oscilação em seus padrões de humor, averiguando, quase constantemente, a quantas vão sua energia, seu padrão de pensamentos, seus sentimentos. E reverter ou ao menos administrar, sem detença, com energia e equilíbrio, os quadros patológicos em que se descubra incurso.
5. Será, frequentemente, mal-interpretado e visto como charlatão ou neurótico, psicótico ou maníaco, quando estiver dando o melhor de si, com genuíno impulso de solidariedade cristã, sem qualquer intenção escondida.
6. Sofrerá a idolatria de algumas poucas pessoas que o suporão um privilegiado, longe das misérias humanas, para completar deixando-o à míngua de apoio, por julgá-lo já suficientemente protegido por Forças do Plano Maior de Vida.
7. Encontrará prazer em servir, consolar, orientar e dar, ao preço, porém, de renúncias pessoais desconhecidas, empenho constante e disciplina invariável.
Ser médium não é brincadeira, passa-tempo ou meio de matar curiosidades, mas ministério sagrado que cabe a cada um cumprir com retidão e espírito de reverência e devoção, das mínimas às máximas coisas.
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Gustavo Henrique (Espírito)
1º de setembro de 2003