Onde estão os jovens e as moçoilas viçosos de 100 anos atrás? Onde estão os grandes magnatas, estadistas e intelectuais famosos de um século para trás? Passaram, como poeira ao vento, convertendo-se em nada…
Os homens mais poderosos de todos os tempos, as mulheres mais belas da história… todos se desmancharam, ao calor do tempo… e sumiram… Seus corpos se desfizeram e devolveram seus elementos constituintes à terra e à natureza, silenciando e desaparecendo para sempre…
Mas seus espíritos se libertaram. Libertaram-se da canga de ilusões de estar-se encarnado e ter-se compromissos com o plano físico. E somente o que desenvolveram em sentimento e inteligência foi com eles… e nada mais!
Para que tem sido sua existência? Onde estará você daqui a cem anos? Onde estará você daqui a um ano? Que grau de certeza pode ter de que viverá mais que um mês de vida?
Anda acumulando riqueza, títulos, prestígio? Para quê? Planeja comprar casa nova ou o último modelo de carro? Tem certeza de que é esse o propósito de sua existência na Terra?
O que está fazendo que marcará os corações das pessoas para sempre? Principalmente: o que está fazendo que marcará o seu próprio coração para sempre? Quanto tem amado, servido, ajudado, aprendido e crescido como ser humano? Quanto tem agregado de valor à humanidade, em todos os sentidos ou em qualquer sentido?
Os anos se passam… rapidamente, amigo. Não espere ser tarde demais para descobrir que o tempo passou e não poderá mais voltar atrás… e que você, tão-somente, passou pelo mundo… e não existiu (*2).
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
4 de novembro de 2003
(*1) Literalmente: “levado pelo vento”, ou, como ficou mais conhecido, pela mais famosa produção cinematográfica de todos os tempos; “…E o Vento Levou…”, o épico clássico de 1939 que marcou era no cinema. Eugênia, com esse título, faz uma alusão “cult” à ideia de que civilizações (e não apenas indivíduos), por mais aparentemente poderosas e estáveis, são inapelavelmente destruídas pelo tempo, tema que foi abordado pela famigerada película de Hollywood.
(*2) Usando o termo não ter “existido” em vez de não ter “vivido”. Eugênia me parece ter quisto reforçar a sensação de vazio indescritível que sente quem percebe ter passado a vida “em brancas nuvens”.
(Notas do Médium)