No universo psíquico animal, o fluxo instintual é a norma.
No estágio humano de evolução, o indivíduo espiritual é convidado a imprimir consciência ao caos.
Comparece, no domínio de inteligência hominal, o elemento contraditório do sistema egoico-racional – o centro de decisão do ser –, que concede à criatura a faculdade do livre-arbítrio, a fim de que, em remoto futuro, retorne ela a um estado de fluxo, não mais, todavia, no âmbito do império dos instintos, mas no da glória mística da intuição e da comunhão plenas que caracterizam a faixa evolutiva angelical, búdica ou crística.
Eis então o dever da alma humana: fazer frente, de modo contínuo, aos vetores da matéria e do mal, para não se render às forças condutoras à entropia e ao vazio da negação da moralidade e da dignidade que, em análise profunda, são inerentes a todas as pessoas.
E, nesse empenho épico, sacrossanto e de curso milenar, cabe a cada um(a) determinar, gradativamente, no solo inviolável de sua própria interioridade, o primado do espírito, da fraternidade, do propósito pessoal de existir, do significado de aprendizagem em todas as circunstâncias, da finalidade evolutiva de quaisquer eventos da vida, dos mais amaros aos mais graciosos.
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
20 de agosto de 2025



