Natal – vivência espiritual profunda ou tradição vazia?
No dia do solstício de verão no Hemisfério Sul da Terra, à exata hora do Ângelus, a Mãe Crística da humanidade surgiu para pequena congregação de devotos(as) de nosso domínio de existência.
Ato contínuo, na dimensão de matéria densa, em meio à resiliente Caatinga do Nordeste brasileiro, alguns bovinos magros e de olhar sofrido sentiram-se impelidos, por automatismo psíquico basal, a se aproximarem da Fonte misteriosa de energia vital-espiritual: o ponto onde, em nossa frequência de ação, aparecia o Vulto Sagrado de Maria.
Poucos segundos após a clara configuração de Sua Imagem, a Venerável Visitante Se comunicou conosco, num português que mesclava as fonéticas brasileira e lusitana, em respeito a alguns(umas) irmãos(ãs) de nosso grupo que Lhe não alcançavam diretamente as emanações mentais, de modo similar ao que ocorrera à audiência anglófona da semana transata, em outro Nordeste: o norte-americano.
Natal…
Tempo de fazer Jesus renascer, como ideal e modelo de conduta, nos corações e psiques dos seres humanos…
Momento especial em que, mediante a tradição da troca de presentes e das reuniões sociofamiliares para refeições típicas, almas amorosas e justas demonstram afeto sincero e se mostram dispostas à reconciliação com quem legitimamente lhes possa aproveitar a iniciativa…
Época ainda, em inverso sentido, de enormes ilusões, como a que fomenta o mercado dos regalos materiais, de ordinário oferecidos sem a contraparte do sentimento fraterno de presentear, ou a que festeja a ostentação das mesas lautas, não raro rodeadas de pessoas que se hostilizam e se violentam para estarem juntas, alfinetando-se reciprocamente…
Em todo o mundo cristão, um contraste pungentemente significativo…
Melancolia, naqueles(as) que se sentem distantes dos princípios cristãos… e júbilo profundo, nos(as) que genuinamente celebram a Natividade do Cristo-Verbo da Verdade Divina no planeta…
Nostalgia, pela recordação de entes queridos que, já falecidos, compuseram Natais pregressos… e alegria esperançosa, ante a renovação promovida com a chegada de outros amores, pelas vias do renascimento, do consórcio matrimonial, dos laços de amizade, do milagre dos reencontros felizes de outras vidas, no curso da presente reencarnação…
Fantasias consumistas motivadas pelo personagem lendário de um bizarro ancião trajado para a neve e conduzindo um trenó alado, tracionado por renas mágicas, não obstante o tórrido calor dos trópicos para grande parte da cristandade… e lídimas buscas espirituais expressas em atitudes altruístas e em orações fervorosas dirigidas ao Verdadeiro Ícone e Aniversariante da noite: Jesus!…
Natal, Natal… uma convenção para muitos(as)… um vazio para outros(as)… um convite para todos(as): à prática da caridade e da solidariedade autênticas… convite que, embora plenamente vivenciado por incontáveis consciências lúcidas, deveria se distender, quanto possível, a cada um dos demais dias do ano vindouro, na iminência de se iniciar…
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
24 de dezembro de 2017



